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13/10/2013 ~ 13/10/2014

Arte Latino Americana, Centro Cultural Castelo Branco




We apologize, no english version available.

Portuguese version below.


Castelo Branco recebe exposição inédita da Colecção Berardo no seu novo centro cultural.
É apresentada uma pintura monumental (10m x 3m) do artista surrealista Chileno, Roberto Matta.

O Centro de Cultura Contemporânea de Castelo Branco, em parceria com a Colecção Berardo e o Museu Colecção Berardo, apresenta na sua exposição inaugural, um vasto núcleo de arte latino-americana dos séculos XX e XXI, incluindo obras de pintura, escultura e vídeo, provenientes de todos os países da América Latina.

Não sendo um conjunto homogéneo, nem constituindo um percurso cronológico, corresponde a um traçado escolhido pelo olhar do coleccionador, entre o passado, a modernidade e a contemporaneidade artística desses países.

É um panorama onde se enquadram teias de mistérios e de paradoxos. Nestes coexiste a fusão de imaginários de diferentes etnias, de diversas tradições e memórias, de ideais revolucionários e geopolíticos. Nestes descobre-se um carácter específico, próprio, com referências a contactos com movimentos artísticos europeus, o que permite uma multiplicidade de leituras. É nesta diversidade de obras que se afirma a identidade subjectiva de cada artista, a sua personalidade, o seu discurso sobre arte.

Nesta exposição, dividida por países, são contemplados nomes históricos do mundo da arte do século XX como os muralistas mexicanos Diego Rivera, David Alfaro Siqueiros e Rufino Tamayo, apresentando-se deste último “La Tierra Prometida” (1963).
No México, foi no período pós revolução de 1910 que se consolidou o modelo artístico de pintura mural com maior êxito e influência na América Latina. Como consequência de uma nova utopia social, dá-se a regeneração artística, traduzida numa linguagem acessível às massas, que reproduzia a história do povo, o seu passado pré-colombiano e a independência do domínio europeu.

Influenciado pelos modernistas, o brasileiro Emílio Di Cavalcanti exprime a sua consciência social e local com “Vendedora da Bahia “ (1956). Interessado por cenas e figuras do povo, fará da mulata brasileira o principal tema da sua pintura exuberante, procurando fixar, com cores densas de sensualidade, o que ele mesmo definiu como “beleza do exotismo”.

Num contexto diferente, evidencia-se a presença de um dos representantes do chile, Roberto Matta, com uma obra monumental de grande qualidade pictórica, “Watchmam, What of the Night”, 1968. De cariz surrealista, colorida e violenta, a sua obra povoada de robôs, autómatos e insectos, figuras primitivas e formas oníricas, ilustra os sonhos, as alucinações e os pesadelos da nossa civilização tecnológica. O artista chileno foi considerado por André Breton como um dos pontos mais altos da visão surrealista.

Na segunda metade do século XX, alguns artistas latino-americanos mostram-se mais interessados pelos estilos da vanguarda internacional do que pelos estilos nacionais. Alguns anos antes, Joaquín Torres-García, referência incontornável do modernismo uruguaio, apresenta-se como o artista mais inovador, influenciando profundamente outros artistas e o mundo da arte na América do Sul.

De regresso ao Uruguai em 1934, depois de uma experiência europeia, o referido artista funda a Associação de Arte Construtivista, fundamentada nas teses do Cubismo e do Neo-Plasticismo, dando origem ao Construtivismo no Uruguai. Torres-García faz a síntese entre a cultura pré-colombiana e os movimentos de arte moderna europeia, em particular o Cubismo e o Neo-Plasticismo, desenvolvendo um dialecto formal particular, uma iconografia estilizada, um repositório de signos potencialmente Universais, num código pictórico reconhecidamente latino-americano, de qual é exemplo o desenho “Constructivo Sombreado”, 1930.

Dentro dos movimentos modernista de vanguarda, a arte cinética, representada pelo venezuelano Carlos Cruz-Diez, e a obra “Traço de Luz”, de 1964, do Argentino Emilio Pettorutti, evidenciam as suas preocupações com a técnica, a luz, a cor e o movimento.

A tradição do formalismo na pintura dos países Latino Americanos está patente na representação de paisagens e retratos, como a do hiper-realista chileno Guillermo Muñoz Vera, representado pela pintura de grande formato“ Semana Santa em Sevilha”, 1998. Noutra perspectiva, a representação do corpo tem como principais representantes Julio Galán, do México, Juan Cardenas, da Colômbia, e Armando Mariño, de Cuba, que nos apresenta a pintura “El A – Verre –Ado”, 1998. Nesta pintura, em que é citada a obra “Grande Vidro”, de Marcel Duchamp, o que prevalece é uma atitude humorística e provocatória a essa referência maior da história da arte moderna.

Na arte com acento político, destaca-se Fernando Botero que, crescendo num difícil período da história da Colômbia, fez intervenções irónicas com comentário social, de que é exemplo a pintura intitulada “Cena de Família“, 1969, e a escultura monumental “Male Torso”, 1992. “Já a Boliviana Narda Alvarado estabelece nas suas construções plásticos códigos muito concretos. Irreverente, a sua obra é como um jogo lúdico, exigindo do observador o máximo de atenção numa tentativa de decifração das múltiplas narrativas apresentadas.

Nos artistas contemporâneos, ocupam já um lugar internacional, artistas como, Ernesto Neto, Beatriz Milhazes, Adriana Varejão, Vik Muniz e mais recentemente, Walter Goldfarb. Representado magistralmente nesta exposição com um número variado de pinturas. São disso exemplo, “Theaters of the body, after Carracci, Michelangelo and Sade”, 1999, ou “Jardim dos Lírios Lisérgicos”, 2009. Goldfarb trabalha a pintura a partir de citações da história da arte, o que em si constitui um modo de reflexão, onde a realidade, o passado e a ficção se perdem e se encontram.





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